Perfil dos Participantes
Alexandre Hocevar
Campeão brasileiro de quadras rápidas, conquistou títulos de duplas em torneios Challengers, ao lado do irmão Marcos e de Nelson Aerts. Alcançou as oitavas-de-final de Roland Garros com Sérgio Casal, chegando a ser 101º em simples e 159º em duplas.
César Kist
Foi vice-campeão de duplas dos ATPs de Washington e do Guarujá; e bicampeão brasileiro de duplas ao lado de Danilo Marcelino e de Fernando Roese. Venceu torneios Satélites na Espanha, na Itália, em Portugal e no Brasil. Ocupou a 119ª colocação do mundo no ranking de simples e 79a. no ranking de duplas.
Givaldo Barbosa
Começou no tênis como pegador de bolas e chegou a ser o 32º colocado no ranking mundial de duplas. Em simples, atingiu o 82º posto. Entre os títulos conquistados estão o de Campeão Brasileiro de 1978 e o do Hollywwod Classic, no Guarujá, em 1984. Givaldo também foi campeão de duplas dos ATPs de Madri e de Itaparica.
Ivan Kley
O gaúcho chegou ao número 81 no ranking de simples e ao 20º no de duplas. Desenvolveu o método Ivan Kley de treinamento e se dedica ao trabalho com juvenis e profissionais brasileiros que estão em atividade no circuito mundial, através do Instituto Tenis. Um dos títulos mais expressivos foi o do Challenger de Campos do Jordão. Também foi vice-campeão do ATP de Forest Hills e campeão do Conde de Godó, na Espanha, em duplas.
João Soares
Alcançou os melhores resultados da carreira no início da década de 1980. Chegou ao posto de número 74 em 1981 e tem como maior conquista o título do torneio de Lausanne, na Suíça. Em 1982, derrotou o sueco Mats Wilander no ATP de Frankfurt. Nas duplas, em que foi o 49o. do mundo, chegou às quartas-de-final de Wimbledon (1982), foi campeão do ATP de Buenos Aires (1985) e vice-campeão dos ATPs de Stuttgart (1985), Gstaad (1984), Itaparica (1982), Santiago (1980) e Buenos Aires (1979). Parou de jogar em 1987, depois de ter participado de todos os Grand Slams do circuito, e iniciou a carreira de treinador.
Julio Góes
Góes começou no tênis como pegador de bolas e rapidamente se tornou um profissional de sucesso. Foi o 68º do mundo em simples, tricampeão brasileiro, tricampeão do Torneio Internacional de Santos e vice do ATP de Itaparica.
Mauro Menezes
Chegou à 30ª posição no ranking de duplas da ATP, e à 168ª de simples. Entre os melhores resultados da carreira, estão a final de duplas do Torneio de Roma, ao lado de Danilo Marcelino, e o título de Itaparica, com Fernando Roese. Técnico de Fernando Meligeni na conquista da medalha de ouro do Pan-Americano de Winnipeg, Menezes foi também o técnico da Copa Davis.
Ricardo Acioly
Tornou-se profissional em 1986, tendo alcançado o 228º lugar em simples e a 46ª colocação em duplas. Foi técnico de Fernando Meligeni e ainda capitão do Brasil na Copa Davis, nos anos em que o país permaneceu no Grupo Mundial.
Roberto Jábali
Como juvenil, chegou a ser número 1 do mundo. Já profissional, representou o Brasil na Copa Davis e o seu melhor ranking na ATP foi o 130o. O seu melhor resultado na ATP foi o vice-campeonato do ATP Tour do México, em 1994.
Marcelo Saliola
Juvenil de destaque, entrou para o Guinnes Book em 1987, quando tinha 14 anos e três meses, por ser o tenista mais jovem do mundo a marcar quatro pontos no ranking profissional da ATP. Nos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, conquistou medalha de ouro por equipes e de bronze em simples. Também alcançou a 121ª posição do ranking mundial de duplas e a 237ª de simples.
Márcio Carlsson
Ex-parceiro de duplas de Guga, fez sua primeira participação em competições profissionais em 1991, aos 16 anos de idade, e atingiu seu melhor ranking em 1998, a 119ª posição em simples. Em seu currículo traz ainda a participação na equipe brasileira da Copa Davis, no Aberto da Austrália e no Pan de Santo Domingo.
Nelson Aerts
Defendeu o Brasil por vários anos na Copa Davis e chegou à posição de número 103 no ranking de simples da ATP e à de número 63 no de duplas. Foi campeão brasileiro juvenil em 1975 e 1977, campeão do Banana Bowl em 1977, campeão adulto em 1983 e 1986 e campeão Pan-Americano por equipes em 1991 (Cuba). Além disso, nas duplas, foi vice-campeão do ATP de San José e do de Adelaide, chegou três vezes às oitavas-de-final do US Open (1985, 1987 e 1990) e conquistou quatro títulos de Challenger.
William Kyriakos
Paulista, foi juvendil de destaque no início da carreira como profissional, foi campeão Pan-Americano por equipes, em Cuba, ao lado de Marcelo Saliola e Nelson Aerts, disputou torneios profissionais e chegou a ser o 266º na ATP em simples e o 244º colocado em duplas.
Pablo Albano
Ex-titular da equipe argentina na Copa Davis, Albano foi um excelente duplista, tendo chegado a duas semifinais de Roland Garros e conquistado quatro títulos em torneios ATP: Munique (1998), Mallorca (1999) e Kitzbuhel e Bogotá (2000). Foi 25o colocado no ranking mundial de duplas e 192o no de simples.
Hugo Scott
Juvenil de destaque no Brasil, foi campeão de duplas do Banana Bowl e campeão Brasileiro de duplas, nos 18 anos. Integrou a equipe brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Porto Rico e foi jogar o tênis Universitário Norte-Americano, onde defendeu a respeitada USC.
Fernando Roese
Representante da equipe brasileira na Copa Davis durante vários anos, Roese trás em seu currículo a excelente participação no Pan de Indianápolis, com a conquista da medalha de ouro em simples e da de bronze em duplas. No ranking da ATP alcançou a 92ª posição em simples e a 81ª em duplas.
Thomaz Koch
Segundo maior tenista brasileiro de todos os tempos, Koch viveu boa parte da sua carreira na era amadora do tênis, antes de 1968, quando o ranking não era computado. No que se tem registro, foi campeão dos ATPs de Caracas e de Barcelona e vice no Sudão e em Nuremberg, além de ter alcançado a semifinal de inúmeros ATPs pelo mundo. Foi também campeão de duplas mistas em Roland Garros, com Fiorella Bonicelli. Quando a ATP criou o seu ranking, Koch já era um tenista experiente e, em 74, ainda alcançou a 24ª posição. Jogou ao lado dos maiores nomes do esporte, como Rod Laver, Arthur Ashe, Guillermo Vilas, Ion Tiriac, Andres Gimeno, Manuel Santana, Bjorn Borg, entre outros. Acumulou vitórias sobre Santana, Tiriac, Gimeno, Vilas, mas o ponto alto de sua trajetória foi contra Bjorn Borg, quando venceu o melhor tenista do mundo no Aberto da Suécia, em 75. De 63 até 75 o brasileiro esteve no auge de sua carreira. Foi nesse período que conseguiu as suas melhores campanhas, chegando até as quartas-de-final do torneio de Wimbledon (67) e de Roland Garros (68) e do US Open e ao título em Washington (71), batendo o grande Arthur Ashe.
Foi também campeão de duplas mistas em Roland Garros, com a uruguaia Fiorella Bonicelli.
Mas foi na Copa Davis que Koch fez história. Foi o atleta que mais defendeu o País – 44 confrontos em 16 anos – e o sétimo tenista que mais venceu em toda a história da competição entre nações – foram 74 vitórias contra 44 derrotas. É ainda o maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-Americanos, tendo sido campeão de simples e duplas em Winnipeg (1967); e medalhista de prata em duplas mistas e bronze em duplas masculinas em São Paulo (1963); além de ter conquistado medalhas de campeão como capitão das equipes de tênis em Indianápolis (1987) e Havana (1991).
Andrés Gomez
O equatoriano nasceu em 1960 na cidade de Guayaquil. Se profissionalizou aos 19 anos e aos 26, em 1986, alcançou o topo do ranking mundial de duplas, resultado de uma temporada brilhante onde conquistou sete títulos, entre eles o do US Open tendo como parceiro Slobodan Zivojinovic. Gómez venceu ainda Roland Garros com o espanhol Emílio Sanchez, em 1987 e foi semifinalista de Wikmbledon e US Open no mesmo. Mas a maior conquista de Andres Gómez veio quando já estava com 30 anos. O equatoriano levantou o troféu de Roland Garros derrotando na decisão ninguém menos que André Agassi, na época uma das revelações do circuito. Até hoje Gómez é o tenista mais velho a vencer o Grand Slam francês. Na Copa Davis, é o jogador que mais anos defeneu o Equador-17- e mais confrontos jogou- 37 – agora empatado com Nicolas Lapentti. Também é o maior vencedor de partidas de duplas pelo país, com 20 vitórias e três derrotas, em parceria com Ricardo Ycaza. No Brasil, ficou muito conhecido em 1987 durante o confronto entre os dois paises, válido pela final da Zona Americana da Copa Davis. Grande estrela da disputa, Gómez foi derrotado por Luiz Mattar em uma batalha de cinco sets.
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